Correios é serviço público essencial?

A greve dos Correios aparentemente está no fim. Ontem a noite o Jornal da Band informou o encerramento da greve. Apesar disso, até o momento ainda faltam alguns sindicatos aprovarem o fim da greve.

O Boris Casoy em seu jornal na Band News no último dia 01 comentou que os Correios são um serviço essencial, não podem paralisar as atividades. Será?

A lei nº 7.783, de 28 de junho de 1989 informa que:

Art. 10 São considerados serviços ou atividades essenciais:
I – tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis;
II – assistência médica e hospitalar;
III – distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos;
IV – funerários;
V – transporte coletivo;
VI – captação e tratamento de esgoto e lixo;
VII – telecomunicações;
VIII – guarda, uso e controle de substâncias radioativas, equipamentos e materiais nucleares;
IX – processamento de dados ligados a serviços essenciais;
X – controle de tráfego aéreo;
XI – compensação bancária.

Art. 11. Nos serviços ou atividades essenciais, os sindicatos, os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados, de comum acordo, a garantir, durante a greve, a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.

Parágrafo único. São necessidades inadiáveis, da comunidade aquelas que, não atendidas, coloquem em perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população.

O serviço de Correios não está enumerado na Lei, porém muitos doutrinadores entendem que a listagem acima deve ser interpretada (entendida) com um exemplo e não uma restritição. Há, inclusive, o entendimento por parte da doutrina que todo serviço público é essencial.

O parágrafo único do artigo 11 listado acima traz uma definição que pode ser empregada para definir o que é um serviço essencial: são os serviços que se não atendidos colocam “em perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população”.

É difícil colocar o serviço de correio como serviço essencial atualmente pois existem alternativas eficientes, como as telecomunicações e serviços privados de transporte de encomendas, portanto os Correios não são (mais) um serviço essencial.

Atualização 22/09/2009

O TST considerou o serviço prestado pelos Correios  como “essencial e de relevância social”.

Saiba +:

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9 Comments

  1. Ana says: - reply

    Os correios se enquadram no ramo de Telecomunicações….. Por isto é um serviço essencial…

  2. [...] a última greve, em julho de 2008, comentei sobre a possibilidade dos Correios serem considerados serviço essencial e com isso ter que manter as atividades durante a [...]

  3. Marcelo says: - reply

    Meu amigo, vc axa q esta ganhando alguma coisa denegrindo dessa forma a utilidade publica dos correios? E ainda recorrendo a uma definição da wikipedia pra responder à nossa companheira? Vc deve fazer parte de alguma associação de transportadoras ou coisas do genero, q estao loucas p/ q os correios sejam privatizados, mas não percebem o qto isso prejudicará as comunidades mas afastadas do grandes centros.

    • Vitor says: - reply

      Oi, Marcelo

      Não pretendo denegrir os Correios nem ganhar nada com isso.

      Agora,

      Se o serviço prestado pelos Correios for considerado essencial, a greve não poderia ser feita. Na pior das hipóteses a paralização não poderia afetar 70-80% dos funcionários como alguns sindicatos divulgaram. Serviço essencial é como o Metro, precisa ser mantido em operação mesmo durante a greve.

      Sobre a greve, ela sim prejudica a imagem dos Correios e dos funcionários, que estão entre os mais queridos e respeitados pela população. Da mesma forma, traz novamente o debate da privatização. Cabe ressaltar que apenas as pessoas mais simples da população e as micro e pequenas empresas são afetadas pela greve dos Correios.

      Sobre mim,

      Não tenho ligação com empresas de transporte, sou um micro empresário que atua no seguimento de comércio eletrônico e dependo do Correio para operar e competir com empresas maiores.

      Privatização

      Este é um assunto ainda mais polêmico e minha opinião atual é que todas as agências deveriam ser franqueadas e os Correios focariam na distribuição dos objetos, ou seja, no centro nervoso da operação. Creio que esse modelo traria mais eficiência no atendimento (as filas nas franqueadas costumam ser menores, e o dono da empresa está em cada agência, melhorando a qualidade), entre outras vantagens.

  4. Hélder says: - reply

    Pois bem vocês são carteiros o salário é este mesmo , e se está tão ruim esdudem, arrumem outro emprego melhor, mudem de vida não fiquem choramingando…Parece que está ruim apenas para vocês isto é manobra politica de algum sindicatozinho .Vão trabalhar !Lutem para seus filhos não terem tão poucas escolhas na vida e acabem sendo carteiros.E sabem aquela graninha de final de ano never more !

  5. CLAUDIO CIPINIUK says: - reply

    OS CORREIOS FALIRAM LITERALMENTE….

    • Meu amigo, vc está muuuiiito mal informado quanto à real situação dos Correios. O problema da empresa é a falta de funcionários e sobrecarga de trabalho. A ECT é uma empresa pública que caminha com as próprias pernas, ou seja, não tira dinheiro do país, ao contrário, dá lucro, e muito lucro. Por isso tem muita gente de olho na privatização desta grande estatal. Não deveriam haver greves, é ignorãncia do sindicato. O que falta são gestores mais eficientes e mais funcionários.

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